A licitação para contratação do novo FPSO do campo de Albacora, na Bacia de Campos, se aproxima. A abertura dos envelopes estava programada para o próximo dia 27 de julho, sendo que foi adiada para o dia 10 de agosto.
Esta será a segunda tentativa da Petrobras para contratar a nova plataforma de Albacora. A primeira concorrência, no modelo de afretamento, recebeu propostas da BW Offshore e Ocyan, mas terminou sem sucesso nas negociações de preço.
Nesta nova licitação, a modalidade escolhida foi a BOT (Build Operate Transfer), pela qual a licitante vencedora vai operar o navio durante um determinado período e depois transferirá a responsabilidade para a Petrobras. Uma mudança significativa que sinaliza a intenção de compartilhar riscos enquanto desbloqueia a expertise operacional do setor privado.
Conheça as 11 empresas que foram pré-qualificadas:
🔹 MODEC (Japão)
🔹 SBM Offshore (Holanda)
🔹 BW Offshore (Bermuda)
🔹 Yinson (Malásia)
🔹 MISC (Malásia)
🔹 Saipem (Itália)
🔹 Shapoorji Pallonji (Índia)
🔹 CNOOC Energy Technology (China) + COOEC (China)
🔹 Ocyan (Brasil) + Altera Infrastructure (Brasil)
A plataforma terá capacidade para produzir 120 mil barris de petróleo ao dia e vida útil projetada de pelo menos 20 anos. A unidade será ancorada em águas offshore, em uma localização com profundidade de 670 metros. O FPSO receberá a produção de poços de petróleo submarinos e deverá possuir instalações de processamento para tratar os fluidos, estabilizá-los e separar a água produzida e o gás natural. Os líquidos processados serão medidos, armazenados nos tanques de carga do navio e transferidos para petroleiros aliviadores.
O gás produzido, contendo CO₂ e H₂S, deverá ser comprimido, desidratado, tratado e utilizado como gás combustível e para elevação da produção de petróleo. O gás remanescente será exportado para o continente. O projeto contempla um layout submarino com até 25 poços, sendo 15 de produção e outros 10 para injeção de água. O conteúdo local será de 20%, em linha com o percentual utilizado nas áreas da Rodada Zero. A plataforma só deve entrar em operação após 2030.
Albacora está a cerca de 110 km a leste do Cabo de São Tomé, no litoral norte do estado do Rio de Janeiro. Atualmente, a produção do campo acontece por meio das plataformas P-25, do tipo SS (Semi Submersível), e P-31, do tipo FPSO. A malha de escoamento de óleo da P-25 é constituída por um oleoduto que interliga a unidade à P-31. A nova plataforma do campo será usada para viabilizar a produção do reservatório de Forno, localizado no pré-sal, ao sul de Albacora.



























































