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ANP debate formatação e entrega de dados multifísicos em audiência pública

A ANP realizou no dia (7/12) audiência pública por videoconferência sobre a revisão do Padrão ANP2B, que estabelece os procedimentos para formatação e entrega de dados multifísicos ao Banco de Dados de Exploração e Produção (BDEP) da Agência.

O instrumento normativo havia sido revisado pela última vez em 2004. Segundo o superintendente de Dados Técnicos da ANP, Cláudio Jorge Souza, várias motivações levaram à nova revisão. “Além da desburocratização e transformação digital, destacamos também a necessidade de equiparar a formatação aos padrões técnicos internacionais, as tecnologias que surgiram nesses últimos 15 anos, a alteração interna dos fluxos analíticos e as melhorias de infraestrutura e gestão de dados que implementamos no BDEP”, afirmou.

Paralelamente às recentes implementações de automatizações evolutivas feitas pela Agência, com a revisão do Padrão ANP2B, a ANP contribui para a transformação digital no setor de petróleo, gás natural e bicombustíveis no Brasil.

Os dados multifísicos, em se tratando do segmento de exploração e produção (E&P), são os dados geofísicos não-sísmicos. Suas tecnologias estão associadas aos métodos de aquisição e processamento de dados gravimétricos (Gravimetria), magnetométricos (Magnetometria), eletromagnéticos, Magnetotelúrico, Transiente Eletromagnético, Batimetria de Multifeixe (MultiBeam), Perfilagem de Subfundo e Fluxo de Calor, entre outros.

São dados utilizados para integrarem as pesquisas exploratórias junto ao método sísmico. A partir dessa integração, é possível identificar feições estruturais e estratigráficas de uma bacia sedimentar para maximizar as possibilidades de sucesso na locação e perfuração de um poço. Em alguns casos, os dados eletromagnéticos são utilizados para auxiliar também no imageamento do pré-sal e em monitoramento de reservatórios petrolíferos.

De forma geral, as empresas que geram esses tipos de dados são comumente conhecidas como empresas de aquisição e processamento de dados (EADs). No entanto, as operadoras (concessionárias de E&P) são consideráveis participantes neste setor – é o caso da Petrobras, atualmente responsável pelo maior volume digital de entrega de dados ao BDEP. Em outras situações, universidades e instituições de pesquisa também realizam trabalhos que geram e consomem dados técnicos multifísicos.

Antes da realização da audiência, a minuta de resolução de revisão do Padrão ANP2B passou por consulta pública de 45 dias, na qual foram recebidas 20 sugestões. As contribuições enviadas na consulta e na audiência públicas serão avaliadas pela área técnica da ANP, para alteração ou não da minuta original. O texto consolidado passará por análise jurídica da Procuradoria Federal junto à ANP e por aprovação da diretoria colegiada da Agência, antes de sua publicação.

Ascom ANP

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