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Brasil será um dos líderes globais em transição energética, analisa VP de Global Energy da S&P Global Insights

O Brasil tem enorme potencial para liderar a transição energética global, especialmente com o aperfeiçoamento do seu arcabouço regulatório e consolidação de novas fontes de energias limpas – como eólica, solar e biomassa – para o crescimento macroeconômico nacional com reflexos positivos na indústria. Estas foram as conclusões de Carlos Pascual, Senior Vice-President for Global Energy da S&P Global Commodity Insights, que foi entrevistado por Clarissa Lins (sóciafundadora da Catavento Consultoria), no primeiro CEO Luncheon da Rio Oil & Gas.

Pascual avalia que a guerra da Ucrânia mudou toda perspectiva internacional do segmento de energia. Na visão do executivo, trata-se de um evento que será de curto prazo e ainda resultará em volatilidade nos preços do Brent e do gás natural, especialmente agora no início de inverno na Europa.

Outro desafio, diz, é a demanda da China por petróleo e gás, que poderá crescer em virtude da retomada macroeconômica do país, mesmo com lockdowns em algumas cidades relevantes para escoamento de sua produção. “Este é um momento em que verificamos sanções globais com a Rússia, busca por novos fornecedores e estruturação de um novo segmento de O&G e energia”, comenta.

Segundo Pascual, o segmento de petróleo e gás ainda será cobrado globalmente por iniciativas de descarbonização e redução de emissões de gases de efeito estufa. O executivo defende que as inovações de hoje devem ser parte da mesa de discussão setorial. Devem estar presentes na agenda setorial das lideranças globais com incentivos para pesquisa e desenvolvimento. “Esta ação trará ampla perspectiva para seguirmos como um segmento dinâmico e resiliente às mudanças estruturais de curto prazo que podem ocorrer no mundo neste momento”, conclui.

A Rio Oil & Gas é patrocinada por Petrobras, Ambipar Response, Equinor, Shell, TotalEnergies, Vibra, Ipiranga, Raízen, BP, Bunker One, Chevron, ExxonMobil, Karoon Energy, Modec, Galp, PETRONAS, Repsol Sinopec, 3R Petroleum, Acelen,
Siemens Energy, Trident Energy, Braskem, Enauta, Halliburton, McDermott, NTS, PECOM, PRIO, Salesforce, Saipem, Subsea 7, AET, Baker Hughes, DOW, Fluxys, Oracle, Perbras, Solvay, TAG, TBG, Techint, Vallourec, Wintershall Dea, HorizonPartners, Ultracargo, Weatherford e WTW.

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